Para pensar

Pior que não terminar uma viagem é nunca partir. Amyr Klink
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Próxima parada - La Paz

La Paz é uma cidade grande que um dia já foi mar. É como um vale e tem uma divisão muito clara entre pobre e rico. Um misto de muita cultura e diversidade.

Cheguei lá e não tinha Hostel pra ficar ainda. Pedimos ajuda ao taxista pra indicar um lugar legal e barato. Geralmente os Hostels mais em conta ficam no centro das cidades, e assim foi lá em La Paz. Rodamos um pouco e encontramos um lugar muito bom pra ficar. Limpo, recem pintado, decorado, um atendimento muito bom, e na época pagamos 10 dólares pela diária.
O nome do Hostel é Cruz de los Andes.

Dica: Chegando lá peçam um chá de coca pra esquentar o frio, e pra quem não sabe, a folha de coca abre os bronqueos ajudando a respirar melhor na altitude. Não tem problema nenhum, não dá onda de nada. A coca para os índios é uma erva sagrada.

Em La Paz existem vários pontos turísticos, lugares lindos para visitar. Vou falar rapidamente de cada um dos que visitei no próximo post.

Ah, mas não posso deixar de contar minha primeira noite em La Paz.

Chegamos ao hostel (eu e mais dois amigos), arrumamos as coisas e saímos para dar um volta. No meio da rua, perto do Hostel, havia um grupo de pessoas cantando e conversando. Resolvemos parar e ver o que estava rolando. No meio do grupo haviam três hippies brasileiros, junto com um grupo misto de gringos, tomando vinho de caixinha e se divertindo num frio de 0 graus. Lógico que nos unimos ao grupo e ficamos até a polícia chegar e mandar todo mundo pra casa.

Dica: O centro de La Paz não é muito seguro. Eu aconselho a não saírem sozinhos por lá a noite, e quando saírem fiquem bem atentos!

Uma recepção sensacional!!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Próxima parada - Cochabamba


Fui de Santa Cruz de La Sierra para Cochabamba de ônibus, a noite. Tenho que confessar que a viagem foi punk. Dez hora de viagem sem parar, em um ônibus apertado e morrendo de medo da bagagem ficar pelo meio do caminho, mas deu tudo certo.
Na época (2008), paguei 120 Bolivares pela passagem.

Dica: A rodoviária é uma confusão. Procure a emprega com melhor valor de passagem. Após a compra da passagem, pague a taxa de embarque e fique de olho na sua bagagem quando ela for colocada no bagageiro.

Cochabamba é uma cidade pequena, mas muito interessante.
Talvez por ter sido o primeiro lugar onde realmente consegui sentir um pouco da Bolívia, curti bastante e aprendi muito.

Pontos turísticos não tem muitos, mas os que tem são bem legais de visitar.


Como vocês podem ver na foto, eles tem um Cristo! Mas não, não chega nem perto do nosso Cristo Redentor. Pra chegar lá em cima peguei um bondinho muito louco, que medo!
Vale porque a vista é bem legal e assim podemos ter uma idéia da área toda da cidade.

Visitei dois museus.


O Museu Arqueológico tem que ser visitado. Temos que lembrar que a Bolívia é repleta de história. Aprendi muito sobre o pré Inca e Inca. Garanto que é fascinante.
Só por curiosidade, essa foto ai em cima mostra como as pessoas de uma civilização (não lembro o nome agora) se preparavam para esperar a morte quando já não tinham muita saúde. Ainda bem que evoluímos!



Outro museu legal para visitar também é a casa do Tio Patinhas, como todos chamam. O nome oficial é Fundacion Universitaria "Simon I. Patiño". Paguei 10 bolivares de entrada.
A história é que um cara muito rico construiu essa casa, mas por problemas de saúde, nunca pode aproveitar. Como tudo era muito grandioso, a família resolveu transformar em um museu e fundação.

Ah, ao lado do museu tem um Cassino, pra quem gosta.

Em Cochabamba, o que mais me fascinou, muito mais que os pontos turísticos, foi a força de um povo que luta por seus direitos. Mas o lado politizado de Cochabamba vou apresentar com mais detalhes no próximo post.

Essa é uma cidade que vale a pena conhecer!!!!


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Primeira parada: Santa Cruz de La Sierra

Eu saí do Rio de Janeiro em um vôo direto para Santa Cruz. Não fiquei muito tempo, foi apenas um dia antes de seguir viagem, que estava toda programada e com todos os dias contados para não perder nada. Quero deixar registrado que essa viagem não foi a primeira que fiz sozinha. Foi meu primeiro mochilão, acompanhada do meu ex-namorado.

Santa Cruz é uma cidade bastante agitada.

Desembarquei na véspera da Páscoa e na noite em que cheguei fui dar uma volta nos arredores do Hostel. Uma dica: Cuidado ao andar a noite em cidades que não conhece. Sempre alerta!

Vi uma cena linda! Várias cholas (como se chamam os indios na Bolívia) sentadas na rua que dava em uma igreja toda preparada para a missa na manhã do dia seguinte.

As Cholas faziam cruzes e cestinhos de palha para a festa. Muito legal!

A cidade em si é uma loucura. Multicolorida, várias cholas e cholos por todos os lados, vários carros dos tipos mais exóticos possíveis, uma festa!

E a rodoviária??? Socorro!!!

Muita atenção em qualquer rodoviária da Bolívia. É uma desordem só. Cuidado com a bagagem. Dica: Você compra a passagem e tem que pagar uma taxa de uso rodoviário, portanto, após comprar a passagem pague também essa taxa, senão não entra no ônibus.

Nas minhas viagens procuro fazer os trajetos entre uma cidade e outra durante a noite, pois ganho o dia e pago menos uma estadia. Tenho que confessar que na Bolivia foi tensa a viagem a noite, pois fiquei o tempo todo preocupada com a minha bagagem. Deu tudo certo no final!

Um dos meus primeiros desafios foi enfrentar uma viagem de ônibus de 11horas de duração sem nenhuma parada, e imaginem como era o ônibus!

Saí de Santa Cruz e fui para Cochabamba, mas essa parte conto no próximo post.
Dica: Eu passei apenas por Santa Cruz, mas vale ficar uns dois dias por lá, mesmo porque tem lugares muito interessantes nos arredores da cidade, como a cidade em que Che Guevara foi morto e umas ruinas incas. Esses eu perdi, mas ainda volto lá!


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